segunda-feira, 7 de março de 2011

Inserção


O filme A Origem (Inception) levou-me a relembrar a sensação de estar caindo e quando toco o solo, acordo. O chute é usado como meio de fazer o personagem retornar à vida real. Como minha mente tem trabalhado bastante enquanto durmo, com sonhos inexplicáveis, o filme fisgou minha atenção por situações das como: Você lembra o porque você estava naquele lugar? Como você chegou até aquela cena de seu sonho?

Uma das melhores cenas do filme
Foi aí que Christopher Nolan acertou na minha opinião quando escreveu Inception. Ao som de Edith Piaf o filme vai se desenrolando na vida real e nos sonhos do personagem de Leonardo DiCaprio, Dom Cobb, seus segredos, medos e arrependimentos, vão levando toda a história. Labirintos – desde pequeno gostei de brincar disso. Também acertou quando o filme começa pelo final, eu adoro este recurso, com isso você pode brincar e envolver muito o espectador, mas é necessário cuidado para não decepcionar.

Uma crítica é quanto à confusão que se dá no final do filme, onde os personagens descem até o terceiro nível do subconsciente e fica aquele vai e vem entre Dom Cobb, Mal (esposa de Dom) e Ariadne. Arthur tentando inúmeras vezes conseguir entrar no quarto 528, isso foi um pouco cansativo. Mas é um bom filme a assistir.

Um Abraço,
Leo Barchik

sábado, 5 de março de 2011

O que dá ser perfeito demais...

Perfect!

     É com esta palavra que se encerra Cisne Negro (Black Swan) e com esta palavra que inicio este texto.

     Perfeito, simplesmente perfeito! 

     Assistir Cisne Negro é ofegante, intenso e revelador. Quem de nós nunca foi uma Nina Sayers da vida? Qual pessoa que nunca se olhou no espelho e viu no reflexo, alguém que não reconhecia?

     O filme indicado ao Oscar 2011 nas categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição e ganhador merecido do prêmio de Melhor Atriz pela belíssima atuação de Natalie Portman (Nina Sayers). Trabalha com o suspense e o drama que nós identificamos nos momentos onde somos testados pela sociedade, onde estamos em "xeque" quando diz respeito ao nosso caráter. 
     Conseguir o principal papel em "O Lago dos Cisnes" fez de Nina Sayers uma jovem perturbada, que lutou para conquistar a tal sonhada projeção na carreira, mas que se depara com os questionamentos da sociedade, das colegas de balé e da exigência de sua mãe e do professor Thomas Leroy (Vicent Cassel).
Expressão formidável
     Neste filme Darren Aronofsky, mexe com o psicológico do espectador, a sala de cinema passa a ser o estúdio de balé, o quarto "fofinho" de Nina e principalmente o centro de todos os transtornos da jovem bailarina. Você passa a ser envolvido desde o início do filme, com os movimentos da câmera que acompanham cada detalhe do casal de bailarinos, a trilha sonora clássica e inesquecível fazem a ligação perfeita. Foi assim que eu me senti ao ver a "Garota Meiga" quebrando todos os protótipos de vida até então lhe impostos pela mãe e pelo PERFECTssionismo. 
     A busca pela "perfeição" nos faz hipócritas e egoístas, não queremos enxergar os nossos erros e também enfrentar novos desafios. Não conseguimos visualizar o crescimento da pessoa ao lado, nem damos espaço para ela mostrar que é uma pessoa do bem. Por isso Nina Sayers (Natalie Portman) entra em colapso: Cisne Branco X Cisne Negro. É uma excelente opção de filme, não posso deixar e elogia a atuação Mila Kunis no papel de Lily, maravilhoso, PERFEITO!

Um abraço...